O homem de 64 anos suspeito de ter ateado um incêndio numa garagem em Paços de Ferreira, no dia 7 de janeiro, ficou em prisão preventiva. A detenção foi efetuada pela Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte.
O incêndio, que deflagrou no interior da garagem de um prédio residencial, teve consequências devastadoras, provocando a destruição de cerca de três dezenas de viaturas e danos no edifício que deixaram 111 pessoas desalojadas.
Motivação ligada a violência doméstica
A investigação da PJ apurou que o crime ocorreu num contexto de violência doméstica. No prédio afetado residia a filha do suspeito, que havia acolhido a mãe (esposa do detido), em virtude de esta ser vítima de violência por parte do marido.
Segundo as autoridades, o suspeito não aceitou a saída da mulher da casa de família. Num quadro descrito como sendo de "desequilíbrio", o homem dirigiu-se ao prédio onde a família se encontrava e, com recurso a um isqueiro e a um acelerante de combustão, terá provocado o incêndio.
Prejuízos elevados e moradores ainda sem casa
A PJ informa que, devido aos graves danos provocados pelo fogo, "ainda não estão reunidas as condições de segurança para o regresso dos moradores às suas habitações". Embora ainda não estejam totalmente contabilizados, estima-se que os prejuízos ascendam a "várias centenas de milhares de euros".